
As
redes sociais adquiriram uma nova função para a medicina: o espaço é usado para
encontrar doadores de órgãos. Sites como o Facebook se tornaram úteis
principalmente para os transplantes de rim e fígado, que podem ser feitos entre
pessoas vivas.
É o caso do
norte-americano Damon Brown, de Seattle. Enquanto esperava na fila do
transplante, com sessões regulares de diálise, ele fez uma página no Facebook
com o nome de “Damon Kidney” (rim de Damon, em inglês), procurando doadores.
Amigos e familiares compartilharam e passaram o pedido para frente.
Nesta terça-feira
(3), Damon receberá o rim de uma conhecida de sua mulher, que não era uma amiga
muito próxima da família. “Ela disse que não era exatamente por mim. Era pelos
meus filhos, porque eles merecem ter um pai por perto”, disse o homem de 38
anos, que tem dois meninos, um de três e outro de cinco anos.
Para poder fazer a
doação, Jacqueline Ryall, de 45 anos, teve que passar por exames para conferir
se o órgão era compatível e se sua saúde estava bem.
“Estou fazendo isso
porque ele tem filhos e é um homem bom”, confirmou a doadora. Ela diz que
pesquisou bastante e que não tem medo de sofrer problemas de saúde devido à
doação. “No momento, está muito claro para mim que estou fazendo a coisa certa”,
acrescentou.