Um homem de 39 anos, morador do bairro Nossa Senhora das Graças e provavelmente
inocente, foi preso pela Polícia Civil de Passos no mês passado e passou 20 dias
na prisão. O servente de pedreiro Sérgio Luiz da Silva só foi solto depois que a
família dele recorreu à Justiça, mostrando o equívoco cometido pelos policiais,
e conseguiu um alvará de soltura.
Silva, segundo informações de seu advogado, Thiago Machado Honório, teria sido preso injustamente, sem dever nada à Justiça, simplesmente por ter o nome igual ao de um foragido e por imprudência da Polícia Civil de Passos, que não eliminou todas as dúvidas encontradas antes de prendê-lo. Ele passou por toda a humilhação e constrangimento de ser preso e ficou recolhido numa cela junto com mais de 30 detentos, até conseguir ser solto.
A prisão, ocorrida em virtude de um mandado judicial, se deu no dia 17 de junho, devido a um crime de estelionato acontecido em 2010, na cidade de Ubatuba (SP), localizada no litoral paulista, onde Silva garante nunca ter estado. Ele só ganhou novamente a liberdade na semana passada, dia 6 de julho.
Indenização
Após conseguir o habeas corpus apontando a grande probabilidade de erros na
prisão, o advogado de Sérgio Luiz da Silva informou que a família já manifestou
o desejo de processar o Estado.
Honório diz que já está reunindo os documentos e, possivelmente, já no final do mês, deve entrar com uma ação indenizatória na Justiça. Ele informou que ainda não tem um valor estipulado. O advogado informou também que deixou a cargo da vítima e de sua família se eles vão querer procurar o Ministério Público para entrar ou não contra os policiais que fizeram sua prisão, cobrando que sejam tomadas medidas administrativas.